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O Filtro de partículas, mais conhecido por FAP, foi inventado em França tendo origem no grupo PSA. A sua primeira implementação ocorreu no ano 2000 no Peugeot 607 e foi apresentado como sendo um dispositivo de auto-limpeza, com a função de reduzir em 99,9% as emissões de partículas de fuligem emitidas pelos motores Diesel. O filtro de partículas foi progressivamente utilizado em grande parte das motorizações do grupo PSA, para uma melhor proteção do ambiente. Esta tecnologia acabou por ser imprescindível para cumprir as normas EURO5 aplicadas na Europa a partir de 2009.

Funcionamento do filtro de partículas

fap

O Filtro de Partículas é um dispositivo inserido no sistema de escape, colocado após o catalisador. Tendo sido concebido como um componente de “auto-limpeza”, tem duas funcionalidades essenciais que desempenha em duas fases distintas.

FASE 1: Retenção

O primeiro objetivo do filtro de partículas é a retenção das partículas de fuligem resultantes da combustão incompleta do gasóleo. A retenção dessas partículas acontece quando o fluxo de gases de combustão entra no sistema de escape e ao passar pelas paredes cerâmicas do filtro de partículas, estas são retidas no mesmo. O filtro possui a geometria de um favo de mel extrudido e é composto por cerâmica sinterizada. Ao existir retenção dessas mesmas partículas é necessário haver, consequentemente, um processo de eliminação destas a fim de evitar bloqueios resultantes da filtragem.

FASE 2: Eliminação

Nesta fase torna-se imperativo eliminar as partículas de fuligem acumuladas no filtro. Existem dois processos diferentes, dependendo da temperatura dos gases de escape:

Regeneração Passiva
Para situações de altas temperaturas (aproximadamente 600º), como as verificadas em condução em auto-estrada, as partículas são destruídas naturalmente pelos próprios gases de escape. Estarem colocados próximos do motor e possuírem revestimento dos canais interiores de platina são dois motivos que provocam um aumento de temperatura deste componente, o que mais facilmente permite a ocorrência da regeneração. Este é o processo ideal para eliminação das partículas.

Regeneração Ativa
Para situações de baixas temperaturas, como as verificadas maioritariamente em cidade, os gases de escape não atingem as temperaturas suficientes para destruir estas partículas, pelo que se torna necessário recorrer a um processo extra. Este consiste em pós-injeções adicionais de gasóleo, de forma a aumentar a temperatura dos gases de escape (mimetizando as condições verificadas na regeneração passiva), eliminando assim as partículas. Durante este processo, que pode demorar até 20 minutos, o andamento deverá ser moderado para não interferir na regeneração e o veículo não deverá ser desligado, caso contrário este processo será reiniciado na próxima viagem.

Contudo, o processo de regeneração e as condições da sua ocorrência podem acarretar alguns problemas.

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